A Vaca Roxa, por Seth Godin - imagem: reproduçãoAssim como A cauda longa, livro sobre o qual postei há algum tempo aqui no blog, A vaca púrpura, de Seth Godin é outro dos livros que demorei para ler e demorei para escrever sobre ele. A primeira vez que tive contato com o livro foi na minha curta passagem pela faculdade de Administração de Empresas, dez anos atrás. Lembro de que, na época, parecia um texto interessante e que valeria a pena ser lido, mas demorei longos oito anos para comprá-lo e devorá-lo.

Aliás, A vaca roxa foi um dos livros que usei como base para a produção de Lojas Virtuais com Magento. Ainda que o livro não conste da bibliografia e não tenha nada a ver com Magento, ele foi uma das inspirações para a construção do capítulo em que falo de planejamento e de como preparar sua loja para o mercado virtual.

Seth Godin é um excelente escritor, com ideias de vanguarda e uma forma de colocar seus pontos que realmente faz pensar. Segundo ele, durante uma viagem à França ele percebeu que as vacas no campo chamavam sua atenção e de sua família; para eles, o ambiente rural era uma “novidade”. Porém, depois de uma dúzia, quinze ou vinte vacas, aquilo não chamava mais a atenção. Foi aí que ele pensou: “e se agora aparecesse uma vaca roxa, qual seria a nossa reação?”.

Daí, surge o mote para o livro – na explicação no texto original, Godin se refere aos Ps do marketing e cria um novo P, o pê de Purple Cow, que não sei como foi resolvido na tradução para o português do Brasil, em que a vaca é Roxa, diferente da versão portuguesa, com a vaca Púrpura!

Da mesma forma, essa analogia pode ser portada para o mundo dos negócios. A maioria das empresas faz exatamente o que as outras fazem, sem tentar ou buscar ser diferentes. Na massa de empresas, o consumidor passa a não se interessar mais por aqueles produtos ou serviços, por vê-los como igual a todos os outros, chatos, entediantes. Com medo de errar, as empresas se recusam a fazer as coisas de uma forma nova e saírem do lugar comum, pois o incerto é exatamente isso, incerto e a probabilidade de erro é grande.

A máxima “não se mexe em time que está ganhando” não serve mais. É preciso se reinventar e modificar os processos constantemente, porque ficar parado é o primeiro passo para o declínio e para o fracasso. Pior, um fracasso por omissão, por permanecer imóvel por medo de arriscar.

O livro traz alguns cases, como o da Logitech, que optou por se diferenciar através do design e usabilidade de seus produtos ou de um açougue italiano de 250 anos onde o açougueiro recita trechos da obra de Dante ou produz funerais com animais, por completo. As edições mais recentes do livro trazem ainda um bônus, produzido pelos leitores: são dezenas de histórias ao redor do mundo de empresas que fazem a diferença em seu dia-a-dia e com isso atendem seus clientes de maneira especial. Porque no final das contas, o espiríto da vaca roxa é exatamente esse: tratar seus clientes em uma maneira única.

E você, conhece exemplos de empresas que são vacas roxas, sempre se destacando na multidão? Compartilhe conosco nos comentários.

Livro: A Vaca Roxa
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