Disputa pelo 1o. lugar - imagem: Randy Faris/Corbis

Google, Google, Google! Tanto se fala no mecanismo de busca que domina nossas vidas e que pode fazer a diferença entre uma loja virtual ser um sucesso ou entrar para as estatísticas de mais uma empresa que morreu no primeiro ano de vida. Dependemos do Google tanto como consumidores como lojistas, já que recorremos a ele quando queremos saber mais sobre um produto e precisamos aparecer bem nele para que nossos produtos sejam vistos.

Como aparecer na primeira página do Google? Não digo nos resultados pagos (aqueles links à direita ou os superiores onde está escrito ‘Anúncio’) mas sim nos resultados orgânicos – os dez resultados que aparecem no centro da página e que ali estão por merecimento. Como merecer estar na primeira página do Google e despertar a atenção de seu cliente? A resposta é uma só: relevância.

Parênteses: não acredite se alguém lhe disser que consegue colocar sua loja na primeira página do Google em um mês. Provavelmente, ele está contando apenas um pedaço da história; até pode cumprir a promessa, afinal o nome de sua loja sempre aparece em primeiro lugar no Google…

Resumo do produto – antes da dobra

O primeiro ponto a ter em mente é que sua página tem que ser organizada para o seu visitante. Não dá para fazer uma página boa para o Google que não seja boa para o consumidor. A rejeição da página e o tempo em que o visitante gasta nela são fatores de relevância e se a rejeição estiver alta ou o cliente passar pouco tempo nela, você será penalizado.

Para uma página ser organizada, você vai precisar:

  • um título claro – coloque um nome claro para seu produto, nem muito curto, nem muito extenso, em uma fonte legível e destacada. Até 50 caracteres é um bom número e esse título pode ser usado como Meta Title, evitando que o Google corte os caracteres finais.
  • a referência do produto – normalmente o SKU.
  • se ele está em estoque ou está esgotado.
  • uma descrição curta – em torno de 150 caracteres, que chame a atenção para aquele produto e explique de maneira clara o que ele faz. Essa descrição serve também como a Meta Description, para ser usada como descrição da página no buscador.
  • o preço do produto – informe o preço total do produto, também em destaque mas com menos destaque que o título. Se oferecer parcelamento ou desconto no boleto, coloque apenas o maior número de parcelas e oculte as demais em um deslizante, de modo que se o cliente quiser ver todas as parcelas, ele possa clicar e abrir a caixa com as informações.
  • o botão Comprar, junto com a quantidade de itens a serem colocados no carrinho.
  • só depois disso é que você pode colocar os outros elementos como Comentar, Indicar para um amigo e Compartilhar em Redes Sociais, já que eles são acessórios ao processo de compra. Se sua loja tiver as estrelas para indicar os comentários, ela pode ser colocada lá em cima, próximo ao título do produto.

Ao lado dessa caixa principal, você coloca as imagens. Cada produto deve ter entre 3 e 5 imagens, sendo composto pela imagem principal, a primeira que é aberta e que deve descrever o produto da forma mais completa possível. Abaixo dela, vão as miniaturas das demais fotos, mostrando detalhes particulares, produto em uso, pessoas com o produto, etc. O importante é que essas fotos sejam leves (abaixo de 100KB de peso cada), com boa resolução (acima de 1000 px em ao menos um lado) e que mantenham uma comunicação coerente, uma sequência lógica. Falei sobre como trabalhar com as fotos em seu e-commerce em um post de 2014.

Coloque uma descrição nas fotos, utilizando as tags alt e title. Isso facilitará a utilização da página por quem tem habilidades reduzidas e ainda ajudará na indexação das imagens, ajudando a trazer tráfego para seu site.

Detalhes do produto – depois da dobra

A ideia é que essa primeira parte fique sempre acima da dobra da página, isto é, o consumidor visualizará todas essas informações no momento em que abre a página, sem precisar rolar a tela. Se estiver em um dispositivo com tela pequena, o tema responsivo deve posicionar primeiramente a imagem (uma imagem vale mais que mil palavras) e depois essa caixa com as informações do produto.

Depois de tudo isso, entramos no conteúdo propriamente dito. Sua loja deve apresentar uma descrição detalhada do produto, explicando para que ele serve, o que faz, quais são suas características e funcionalidades. Você também pode mostrar situações de uso, sugerindo novos usos e combinações.

A descrição é onde a maioria das lojas erra e erra feio e é onde deveria gastar mais tempo:

  • não copie textos de seus concorrentes – além de plágio, você está se colocando no mesmo nível que ele, sem agregar um diferencial ao consumidor. Você também pode ser penalizado pelo Google se ele identificar que o texto foi plagiado.
  • evite usar textos dos fabricantes – é muito fácil copiar o texto fornecido pelo fabricante, mas seu diferencial morreu aqui.
  • crie textos que mesclem o conteúdo técnico com uma linguagem comum, do dia-a-dia – ninguém quer ler a bula do remédio mas muitas vezes é preciso entender de maneira técnica o que aquele produto faz. Construa textos que tragam o melhor desses dois lados.
  • utilize os atributos do produto – cada atributo é uma característica e pode ser listada na forma de tabela, na página do produto. Dessa forma, o cliente consegue ver de maneira clara o que aquele produto faz. Além disso, o Google entende isso como uma lista ordenada de informações, o que pode melhorar seu ranking.
  • formate os textos adequadamente – organize os textos da descrição em uma maneira que a leitura seja facilitada. Coloque títulos, listas, informações em destaque. Faça com que a leitura flua.

Após a descrição – e somente após a descrição – você pode trabalhar os produtos relacionados. Coloque duas linhas de produtos, da seguinte forma:

  • Compre Junto – composto pelos produtos relacionados, apresentando os produtos a serem comprados em conjunto com o produto visto, isto é, para serem usados simultaneamente.
  • Sugestões – composto pelas vendas agregadas e incluindo produtos que substituem o produto visto, isto é, o cliente não compra aquele produto visto mais sim o novo produto apresentado. Nesse caso, apresente produtos com preço ligeiramente superior.

A grande questão

Porém a maior questão vem agora. Não adianta apenas você organizar sua página e construir conteúdo de qualidade se o seu alvo estiver errado. Antes de montar o conteúdo, você precisa investigar o que seu consumidor está procurando e entender como ele faz isso. Dessa forma, você pode construir um texto que reflita essa busca, incluindo as palavras-chave necessárias e tornando seu texto ainda mais relevante.

Há três lugares onde você buscar essa informação e os três são do Google:

  • Google Trends – traz as pesquisas feitas no Google desde 2004, segmentado por país
  • Google Webmaster Tools – vinculado ao seu site, mostra a sua performance e as palavras-chave que atraíram visitantes para seu site
  • Google Analytics – também vinculado ao seu site, traz as estatísticas de visitação e como o consumidor navega por sua loja

Antes de terminar, lembre-se que isso dá trabalho e leva muito tempo para ser concluído mas é necessário. Na internet, todas as lojas são iguais e você precisa buscar formas de se diferenciar para atrair e fidelizar seu cliente. Mais do que necessário, é um trabalho que se bem feito, rende frutos por muitos anos.

Se você não tem tempo de reconstruir todos os produtos de sua loja, não se preocupe. Vá até o Analytics e verifique quais foram os 10 produtos que mais trouxeram pessoas para sua loja. Verifique seus relatórios de vendas para saber quais foram os 10 produtos mais vendidos nos últimos 3 meses. Pronto, pegue esses dois grupos e trabalhe firme em cima deles.

Se era difícil lidar com 1000 produtos, certamente 20 é um número aceitável e que já fará a diferença. Quando terminar esses 20, pegue os 20 seguintes e em pouco tempo, sua loja será outra.

Como melhorar suas páginas de produtos
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