É preciso sempre monitorar e compreender o que está acontecendo em sua loja. Este tutorial fala de como lidar com as estatísticas de sua loja virtual e o que você deve prestar atenção para otimizá-la e vender mais.

A principal ferramenta de monitoramento de dados em sites é o Google Analytics. Ele chegou a essa posição por ser do Google, antes de tudo, mas especialmente por ser gratuito, de qualidade e oferecer uma gama de informações completa, que permitem ao lojista compreender com os visitantes de um site estão se comportando, o que fazem, o que deixam de fazer e principalmente, na mão de lojistas treinados, levam a insights do que está por acontecer.

Minha ideia inicial era fazer um post completo sobre o Analytics, mas optei por fazer um extrato, um resumo das principais coisas que você precisa saber para trabalhar nele. Abra sua conta do Analytics em outra aba e siga as orientações que dou aqui. Talvez os caminhos possam mudar, já que o sistema está sempre em mudança, mas não creio que você terá dificuldades em acompanhar.

campanhas no Google Analytics - imagem: Google/Reprodução

5) Google Analytics

Começando do topo, temos um menu chamado Tempo Real, que traz – obviamente – informações sobre o que está acontecendo em sua loja no momento exato, como visitantes online, páginas vistas, localização e origens. Você não deve viciar nessa tela, pois corre o risco de ficar o dia todo acompanhando o movimento no site, como faria em uma loja física.

Uma função muito útil dessa ferramenta é acompanhar em tempo real a resposta a determinadas campanhas, como um comercial na TV ou um anúncio na rádio, além do envio de uma newsletter ou uma publicação no Facebook. Conforme a resposta do público, você tem tempo de fazer correções e tentar salvar problemas que não havia previsto.

O próximo menu é chamado Público-Alvo e está relacionado à visitação de seu público, a seu comportamento dentro de seu site ou loja virtual. A primeira opção, chamada Visão Geral, traz por padrão um relatório genérico com os dados de visitação dos últimos 30 dias. Esses são os dados a serem considerados nessa tela:

  • Sessões – número de visitas (um usuário pode visitar seu site mais de uma vez).
  • Usuários – número de usuários únicos.
  • Visualizações de páginas – o número de páginas vistas.
  • Páginas por visita.
  • Duração média da sessão – o tempo médio em que um visitante fica no site.
  • Taxa de rejeição – a porcentagem de visitantes que deixam o site sem nenhuma interação, ou seja, não se interessaram pelo conteúdo.
  • Porcentagem de novas sessões – o número de visitantes que entra em seu site pela primeira vez, em relação ao número total de visitantes.

Note que no alto dessa tela, assim como no alto de tantas outras telas, existem botões e caixas para filtragem. Você pode adicionar segmentos, de modo a filtrar os dados conforme certas particularidades, ou mudar os parâmetros a serem visualizados nos gráficos. Brinco que às vezes o Analytics me deixa em depressão, como se abrisse uma grande caixa de ferramentas, com muito mais coisas do que eu preciso e que me fazem ficar minutos pensando sobre qual a ferramenta adequada para determinado uso.

Dentro desse mesmo grupo, você pode ainda navegar por informações como interesses dos usuários e localização geográfica, além de compreender melhor que dispositivos estão sendo utilizados para acessar seu site. Se você tem uma grande visitação dos estados do Sudeste, mas sua conversão está baixa, é interessante avaliar o que pode estar acontecendo. Da mesma forma, se há muitos acessos com o Internet Explorer (acontece!), você deve garantir que seu site funcione corretamente nesse fabuloso (ironia!) navegador.

Descendo, você encontra o menu Aquisição, englobando as opções que tenham a ver com a origem dos visitantes, ou seja, a forma como eles entraram no site. A Visão Geral traz alguns gráficos apresentando quais canais (também disponível no menu Todo o Tráfego > Canais) contribuíram e em que porcentagem para atrair visitantes. Os mais comuns são:

  • Busca Orgânica – quando o visitante clicou em um resultado natural de um mecanismo de busca.
  • Busca Paga – quando o visitante clicou em um resultado patrocinado em um mecanismo de busca.
  • Referência – quando o visitante clicou em um link em outro site.
  • Direto – quando o visitante digitou a URL ou clicou em seus Favoritos.
  • Social – quando a origem de um visitante seja uma rede social.
  • Outros – há uma controvérsia, pois teoricamente seriam fontes que não puderam ser identificadas, mas aqui costumo ver as campanhas.

Dentro de Todo o Tráfego, você ainda pode ver outros menus como Referências (mostrando o site onde foi dado o clique) e Origem/Mídia (que informa a origem do visitante e a mídia usada). Lembre-se que esse par origem e mídia é dado pelas tags utm_source e utm_medium, assim como o nome da campanha é dado pela tag utm_campaign. Essas tags devem ser usadas ao construir a URL de sua campanha, como forma de identificar o usuário e poder monitorá-lo, acompanhando seus resultados.

Completando o grupo Aquisição,você conta com menus próprios para acompanhar os dados relativos a visitantes que tenham sido identificados como oriundos de cliques no Google Adwords, de redes sociais ou de campanhas diversas. A partir dessas telas, é possível fazer uma análise em nível de ação, de modo a compreender que resultados cada ação está trazendo e o que pode ser feito para melhorá-las, potencializá-las e até mesmo abandoná-las.

O próximo grupo é um pouco mais sutil. Comportamento traz – novamente, isso é óbvio – menus relacionados ao comportamento de um usuário em seu site. Chamo a atenção para três telas aqui:

  • Fluxo de comportamento – ainda que seja um pouco chato no começo, ele traz em uma maneira visual o caminho que seus visitantes tomaram. Esse gráfico, somado à listagem encontrada em Conteúdo > Todas as Páginas, dará bons insights para entender que páginas estão chamando a atenção de seus clientes e quais estão resultando em abandonos e quebras de navegação.
  • Conteúdo > Páginas de Destino e Conteúdo > Páginas de Saída – mostram as páginas pelas quais seus visitantes chegam e saem de seu site e, portanto, onde você deve investir seu tempo.
  • Pesquisa Interna – sua loja virtual provavelmente terá uma caixa de pesquisa. Configure para que o Analytics possa monitorar essas pesquisas e analise os resultados aqui.

Por fim, de suma importância em uma loja virtual, temos o grupo Conversões, que acompanha a forma como os visitantes estão convertendo em seu site. Em uma maneira simplificada, pois esse grupo talvez seja o mais complexo de todos, temos os seguintes menus:

  • Metas – uma vez que você tenha configurado as metas corretamente, poderá ver o número de visitantes que cumpriram a meta, como um pedido, um contato, uma assinatura de newsletter, etc. É possível ver também o que está acontecendo para que eles não as cumpram, no caso de haver um funil de vendas configurado.
  • Comércio Eletrônico – esse menu traz informações realmente interessantes para uma loja virtual, monitorando os pedidos feitos e dando a possibilidade de compreender inclusive que ações publicitárias estão trazendo mais pedidos.
  • Funis Multicanal – permite acompanhar os diversos caminhos feitos pelo visitante até desembocar em um pedido. É um prato cheio para quem gosta de análises em múltiplas dimensões.

Esse é só um arranhão na superfície do Google Analytics. Recomendo que você busque aprofundar suas leituras sobre o assunto e reserve um tempo semanal para acompanhar suas estatísticas. Sei que é fácil falar (novamente casa de ferreiro, espeto de pau), mas é um dos melhores investimentos de tempo que você fará. Depois de doutrinar sua mente, você conseguirá transformar esses dados em insights e diferenciais competitivos que poderão impulsionar e fazer a diferença em sua empresa.

Monitoramento e estatísticas em lojas virtuais – parte 3/4
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