A web está repleta de ferramentas para auxiliar sua empresa a crescer, vender mais e ser mais eficiente. Mas como escolher as ferramentas certas? Quais as ferramentas indicadas para cada uso? Esse tutorial fala sobre isso.

Ferramentas para lojas virtuais - imagem: Jean Sheijen/Free Images

Se é verdade que você deve ter profissionais – freelancers ou empresas – para auxiliar em diversas tarefas que estão relacionadas ao dia-a-dia de sua loja virtual, também é verdade que a maioria das pequenas empresas simplesmente não consegue alocar uma verba para contratá-los. O serviço de um profissional contratado sempre (vamos assumir que sim, sempre) ficará melhor que o serviço feito pelo próprio empreendedor, já que o profissional tem um melhor acesso às tecnologias e está mais antenado a novas ideias e possibilidades.

Como o dinheiro é curto, o empreendedor só consegue contratar uma pequena parte dos serviços necessários. O restante, ele tem que fazer por conta. A boa notícia é que o acesso a ferramentas profissionais é cada vez maior, muitas delas de graça. Da mesma forma, o acesso a como utilizá-las e como extrair o melhor é cada vez mais universal. Está bem, você não consegue pagar um profissional e isso não é um pecado. Mas não pode reclamar que você não tem tempo ou capacidade para aprender e menos ainda que não tem as ferramentas necessárias.

1) Como escolher as ferramentas?

Talvez antes de pensar em como escolher as ferramentas, é preciso pensar em que serviços você deverá fazer por conta própria e quais os conhecimentos necessários para isso. É mais ou menos como você definir que precisa de um jogo de chaves de fenda quando precisa bater um prego. Então, avalie quais tarefas do dia-a-dia de uma loja virtual você precisa assumir e quais alocará uma verba para contratar profissionais especializados.

Um exemplo que precisa de uma ferramenta física e outra digital pode ilustrar bem essa decisão. Como serão feitas as fotos de seu catálogo de produtos? Você utilizará as fotos fornecidas pelo fabricante (beeeee, quem acompanha esse blog ou leu meus livros sabe o que eu penso disso)? Você irá contratar um fotógrafo para isso? Ele terá um contrato mensal ou será acionado por demanda? Você terá alguém interno em seu time para fazer isso? Quem irá tratar as fotos? Quem cuidará da preparação?

Além disso, é preciso pensar em quem fornecerá os equipamentos para o estúdio? Que câmera fotográfica será utilizada? Que software será usado para preparar as imagens? É fácil adquirir uma máquina profissional? Essa máquina será usada várias vezes? Você sabe extrair o melhor da máquina ou tem tempo para aprender como fazer isso?

Pra cada uma das atividades – criação de banners, preparo de imagens, gestão da publicidade, criação de vídeos e outras -, você deverá pensar no que consegue fazer por conta própria e no que é imperativo contratar um profissional. Só depois de listadas essas atividades e compreendido o que você precisa para fazer um bom trabalho, é que você poderá pensar em que ferramentas serão necessárias.

Para a maioria das coisas, já existe uma ferramenta online, disponível para utilização sem a necessidade de instalação. Da mesma forma, muitas coisas ainda podem ser feitas com ferramentas instaláveis, que ficarão à disposição em seu próprio computador. Para escolher uma ferramenta, procure responder perguntas como:

  • Como é a qualidade de sua conexão de internet? Você fica muitas vezes com sinal indisponível? Tem uma conexão redundante para o caso de longos períodos sem internet?
  • Você precisa usar a ferramenta em mais de um computador? Várias pessoas do time precisam ter acesso?
  • Quando se fala de ferramentas que rodam no navegador, como é a experiência de usuário? As telas abrem corretamente, os arquivos são salvos sem problemas, os elementos são posicionados conforme os seus movimentos? Se a ferramenta dá muito erro, não adianta, mesmo que seja gratuita.
  • Como é o processo para salvar os arquivos editáveis? Digo, as ferramentas costumam exportar os arquivos em formatos fechados, como JPG, PDF, etc., e não em formatos que podem ser editados em outros softwares, o que significa que a única forma de modificá-los no futuro é através da própria ferramenta.

2) Ferramentas pagas ou gratuitas?

Nessa mesma linha, é importante pensar em quanto vale a pena pagar pelo uso ou aproveitar as versões gratuitas. Alguns sistemas têm versões gratuitas bem completas, limitando apenas o número de usuários ou a possibilidade de exportar formatos abertos dos arquivos. Outras são tão restritivas que na prática tornam a versão gratuito apenas um aperitivo leve.

Outro ponto importante é em relação à estabilidade do sistema e à garantia. Muitas vezes o plano gratuito é fornecido as-is, isto é, do jeito que está, sem nenhuma responsabilidade por parte do fornecedor da ferramenta. Outras vezes, em caso de instabilidade do sistema, os clientes do plano gratuito estão em servidores diferentes, com menos recursos, de modo que os clientes pagos sintam menos. Independente de você utilizar um plano gratuito ou pago, é importante sempre estar atento e ter cópia (se possível) de seus dados.

Quando for necessário comprar uma licença, conforme o valor da licença ou mensalidade da ferramenta, vale a pena contratar o profissional – e ele terá sua própria licença do software. Na prática, é importante fazer as contas e verificar a melhor opção.

Ferramentas para sua empresa – parte 1/4
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