Geração Y - imagem: zazzle.ptNo sábado, fui até Novo Hamburgo, no campus da Feevale, participar da primeira edição do TcheSEO. Sempre que posso eu estou me reciclando ou adicionando novos conhecimentos e achei bem interessante o evento. Entre novo e velho conteúdo, a mistura foi bem equilibrada: aprendi coisas novas, confirmei conhecimentos que já tinha e abri novas visões sobre coisas que passavam despercebidas.

O mais interessante talvez veio de uma constatação em relação à essa gurizada que começa a tomar conta das empresas, a tão falada “geração Y”. É impressionante como eles conseguem fazer um monte de coisas ao mesmo tempo (digo “eles”, porque eu sou um dos últimos da “geração X”, já que nasci em 1978).

Enquanto os palestrantes falavam, uma rápida olhada no auditório refletia diversos notebook, netbooks, smartphones ou celulares empunhados, nos mais diversos sites. Haviam Twitter, Facebook, Orkut, Hotmail, Gmail, MSN, Skype e muitos outros abertos. Os comentários, conversas e afins tinham lugar garantido, mas no mundo virtual. Se for feita uma busca pela hashtag #tcheseo no Twitter, é fácil constatar que um vídeo não traria tantos detalhes e tantos pontos de vista diferentes sobre os assuntos abordados.

Lembro de certa vez ter olhado um estudo que dizia que só conseguimos absorver 10% de tudo que nos passam. Ou seja, ao assistir uma aula ou palestra, apenas 10% do que vemos ficará guardado para uso futuro. Os 90% restantes se perdem. O que me intriga é: será que essa nova geração, hoje na casa dos 20 anos é diferente e consegue dividir a atenção entre múltiplas atividades e ainda aprender ou estamos criando profissionais incompletos, que por achar que sabem mais e que podem mais, terão apenas casca, mas nada de conteúdo?

A geração Y e seu comportamento em palestras
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