Meu muito obrigado a todos vocês!

Meu muito obrigado a todos vocês!

André Gugliotti no Bargento 2014 - imagem: Janebro Foto e Vídeo

Sim, infelizmente é hora de dizer tchau!

Como havia dito pra vocês, tomei a decisão de não atualizar mais esse blog. Contando um pouco mais do que contei naquele post, eu experimentei algumas mudanças na carreira no começo de 2017, seja por conta da necessidade de estudar e aprender coisas novas, seja pela necessidade de me inserir em um ambiente que ofereça mais oportunidades que o Brasil tem oferecido. Sim, como alguns de vocês sabem, não estou no Brasil…

Estou estudando e trabalhando fora do país, em um projeto bem interessante de Magento, conhecendo novas ferramentas e botando em prática coisas que não conseguia fazer quando atuava como consultor. Por conta disso, meu tempo é restrito (além do trabalho regular, tenho que estudar, me atualizar, comer, dormir, etc, etc, etc) e não consigo manter esse blog sempre fresco.

Isso não significa que o blog vai sair do ar. Ele só não terá novos posts. O conteúdo permanecerá por aqui enquanto houverem patrocinadores dispostos a comprar um espaço ali na lateral. Muita coisa do que eu escrevi não é perecível e será útil por uns bons anos. Obviamente muita coisa será aperfeiçoada e espero que esse conteúdo sirva ao menos como ponto de partida.

Reorganizando as coisas, espero também poder concluir um livro de e-commerce que já está no forno desde o começo de 2016 (é um livro paralelo ao Construindo uma Loja Virtual, se você ainda não leu, não perca tempo) e trabalhar na atualização dos livros de Magento (sim, eles devem sair em 2018).

Agradeço o suporte e o carinho de tantas e tantas pessoas nesses 7 anos de blog. A cada um dos meus leitores que compraram e divulgaram os livros. A cada um dos meus alunos, seja aqueles que estavam na mesma sala, seja aqueles virtuais. Eu espero que vocês possam trabalhar pra fazer um país melhor, não amanhã, mas hoje!

Sucesso e boas vendas!

O que eu aprendi: Tecnologia da Informação

O que eu aprendi: Tecnologia da Informação

Excesso de serviç o - imagem: John Lund e Drew Kelly/Blend Images

Este talvez seja o mais simples e o mais complexo dos quatro tópicos que encerram esse blog. Também é o que mais e o que menos aparece, pois lidamos com centenas de ferramentas todos os dias, mas não nos damos conta de que sem elas, as coisas seriam muito mais difíceis. É sobre isso que quero falar agora, sobre a facilidade com que lidamos com coisas que há poucos anos não seriam possíveis.

Você conversa com tantas pessoas ao longo do dia. Algumas pessoalmente, outras poucas por telefone. A grande maioria das pessoas com que você conversa está do outro lado do Whats App ou do Facebook Messenger. Não vamos longe: cinco anos atrás, como era? Não digo que não era, mas era muito pouco. Míseros cinco anos atrás, em 2012, o Whats App era um completo desconhecido. A ferramenta de chat do Facebook existia apenas no site, não era disponível em aplicativo. O Skype já era utilizado por muita gente, o MSN (sim!) ainda tinha alguns adeptos, mas funcionava apenas no computador.

Com quantas pessoas você tem contato hoje que não tinha há alguns anos? Quantos parentes distantes, amigos de escola, profissionais com quem tem afinidade? Quantas pessoas foram aproximadas por conta destas ferramentas de comunicação que não custam nada!

Parênteses: não vou discutir o custo escondido dessas ferramentas, que consomem banda de internet e que alguém está pagando a conta. Também não vou discutir que apesar de próximas, conversando todos os dias durante todo o dia, muitas pessoas na verdade estão ainda mais longe umas das outras e sem conteúdo!

Vamos mais longe: e-mails. Profissionalmente, eu escrevo ao menos meia dúzia de e-mails por dia. Recebo outra meia dúzia (depois dos 100 spams, que inferno!!!!). Antes, precisávamos escrever CARTAS. Que eram colocadas no Correio e levavam dias para chegar ao destino. Se seguirmos nessa mesma estrada, temos ainda as chamadas via Skype, Whats App, Messenger, feitas de qualquer parte para qualquer parte do mundo.

Mudando a estrada, quantos aplicativos online você usa? Eu controlo as minhas finanças com um software online. Gerencio os meus projetos em um software online. Incluo as minhas notas em outro software online. Controlo as minhas tarefas em um outro software online. Coloco meus códigos em um serviço online. Tudo online e todos gratuitos (de novo a história do almoço grátis).

Sua loja virtual está em um servidor, seja uma VPS ou compartilhado, que custa uma fração de reais do que custava há alguns anos. Os servidores estão mais seguros e melhor gerenciados e mesmo assim o valor é menor. Além disso, antes, para ter domínios adicionais se pagava. Hoje, a maioria das VPS disponíveis permite ilimitados domínios. Ah, meus arquivos estão no Dropbox, mais um serviço gratuito que é insubstituível, não há desculpa para não ter backup e controle de versão.

Você não precisa mais ir ao banco para fazer quase nada. Nem depositar cheque! (aliás, cheque? o que é isso?) Você só precisa ir ao banco para sacar dinheiro ou para reclamar com o gerente quando o banco faz uma idiotice (é, isso ainda existe, além da tarifa mensal para não fazer nada que todo banco cobra, ao mesmo tempo que faturam bastante com a baixa taxa de juros brasileira).

Tudo está online! Tudo depende da informática! Tudo depende de computadores e serviços online. O que posso dizer com isso? Que se você não entende essa lógica e não quer viver nesse mundo conectado, não é apenas a sua loja virtual que não vai pra frente. A sua empresa física também vai afundar. Se você ainda não mudou sua mente, é chegada a hora de mudar.

Daqui a dois ou três anos, o Brasil vai se levantar. Não digo que devemos esperar a glória e a redenção, mas sairá um Brasil um pouco melhor do que quando saiu da última crise (leia-se 2009, 2004, 2000, 1997, 1991, 1990, 1989, 1988, 1987, 1986, você escolhe a crise!). Se nossos pensamentos continuarem os mesmos e não tivermos aprendido que um país se faz com empreendedores, comprometidos com a mudança, dispostos a querer coisas novas e a fazer o certo e não o cômodo, seguiremos com os voos de galinha até o fim dos tempos.

Eu tenho certeza porém de que você pode fazer a diferença e ser agente da mudança. As ferramentas estão aí, basta querer aprender a usá-las!

O que eu aprendi: Marketing

O que eu aprendi: Marketing

Anúncios e Marketing - imagem: fotog/Tetra Images/Corbis

Marketing (ou seria publicidade?) é uma palavra simples de se dizer (mesmo que seja em inglês) e difícil de se compreender, especialmente porque seus limites são um pouco confusos. Seja marketing, seja publicidade (pra mim, um não vive sem o outro), creio que eu tenha aprendido bastante coisa sobre o tema nesses 10 anos trabalhando com comércio eletrônico.

Infelizmente (começo com a parte ruim), a principal constatação é que as empresas brasileiras não sabem se vender, não conhecem o mercado, não sabem fazer com que seu cliente venha até ela. Faça uma pesquisa rápida e você constatará: a maior parte das lojas virtuais não tem um plano sólido de marketing, não sabe pra quem vai vender e não usa seu principal ativo, a criatividade, preferindo copiar aquilo que seus concorrentes estão fazendo.

Perdi as contas das vezes que um cliente me disse: “queremos fazer assim porque o concorrente está fazendo assim”. Algumas vezes, eu respondia com a pergunta: “mas por que você quer fazer assim?”. Qual é o motivo de você querer copiar o concorrente? A resposta invariavelmente era: “porque eles são grandes, estão fazendo assim e portanto devemos fazer igual”.

Quando me deparo com esse tipo de comportamento, não posso deixar de refletir sobre onde está a tão falada criatividade brasileira? Onde está o tão cortejado jeito brasileiro de fazer as coisas acontecerem ou de trazer uma solução para um problema? E onde entra isso com o marketing? Em tudo!

Ainda que a inexperiência e o ambiente hostil sejam as principais causas de mortalidade das empresas brasileiras, eu afirmo que uma grande causa, muitas vezes relegada ao segundo plano, é a ausência do cuidado com o marketing e a publicidade. Partimos da ausência do plano de trabalho, de quem será o cliente, de como se deve alcançá-lo, de saber o que ele deseja. Seguimos pelo caminho mais fácil de copiar o que os outros estão fazendo, sem trazer soluções novas (não disse inovadoras nem revolucionárias) ou com um medo terrível de ousar, um medo de perder. Terminamos utilizando sempre as mesmas técnicas, os mesmos esquetes, as mesmas saídas, ainda que o mercado hoje seja totalmente diferente.

Se uma empresa quer vencer no mercado, ela precisa ser diferente. Ela não pode se dar ao luxo de ser igual ao que já está aí pois o cliente só trocará de loja se ele tiver vantagens (financeiras, comodidade, serviços, benefícios, você decide). Pra fazer com que ele deixe de comprar onde compra hoje, você precisa mostrar que é melhor, precisa ser diferente.

Aí chegamos em um segundo ponto, ainda negativo, mas importante. No Brasil, é feio fazer propaganda de si mesmo. Se você é bom, não pode dizer que é bom pois isso magoará os medíocres, que se unirão e dirão que você é convencido e que não é bom de verdade. Você deveria esperar que os outros fizessem propaganda de você, mas até que isso aconteça e enquanto você não reúne uma massa crítica suficiente pra fazer o tão falado boca-a-boca (perdoem-me o trocadilho), você faz o quê? Morre de fome?

Você não precisa mentir para o público em sua publicidade. Você deve trabalhar para ser bom e em um modo justo e compatível mostrar isso para seus clientes. Fazê-los saber que você é especialista no que vende e tem os melhores preços. E entregar o que você vendeu!

Com isso chegamos à parte boa. Pouco a pouco, as empresas brasileiras começam a dar atenção a marketing, ao planejamento e à publicidade. Deixam de ver essas atividades como custo para compreender que é um investimento. Passam a perceber que não podem ser passivas e que é preciso convencer o público, mostrar a marca, interagir com ele, dosar a relação e construir um relacionamento ao menos de médio prazo.

Também começam a perceber que é preciso ter profissionais da área. Por mais que o filho do empreendedor tenha ideias bacanas e desenhe bem ou que faça filmes “virais” com o celular, as empresas sentem a necessidade de pessoas que entendam os processos de construção de uma marca, de campanhas publicitárias, de diversos meios e canais e sua integração. Talvez demore um pouco ainda para chegarmos a um nível aceitável, mas isso acontecerá, pois estamos no caminho certo!

O que eu aprendi: Comércio Eletrônico

O que eu aprendi: Comércio Eletrônico

Comércio eletrônico - imagem: Free Images

O comércio eletrônico tem sido o centro da minha carreira ao menos desde 2007, quando comecei a fazer os primeiros sites para clientes, ainda utilizando uma plataforma open source chamada Cart 97 (custei um pouco para reencontrar o site, mas o Google tem boa memória). Com isso, pude acompanhar boa parte das transformações pelas quais o segmento passou nesses 10 anos – e não foram poucas.

É interessante ver como em pouco tempo criou-se uma cultura do comércio eletrônico. Há alguns anos, muita gente tinha medo de comprar pela internet. Os medos eram diversos: não receber o pedido, receber o produto errado, cobranças indevidas, clonagem do cartão de crédito. Aliás, nos primórdios do e-commerce, um grande problema era justamente o fato de que muita gente não tinha cartão de crédito! Outro era a dificuldade de se conectar à internet.

Nesse período, vários desafios foram vencidos, mas não creio ainda que o e-commerce tenha chegado à maturidade. Digo isso porque uma parcela expressiva de empresas ainda não tem um comércio eletrônico de verdade – lembre-se de diversas empresas que se limitam a exibir seus produtos em um catálogo eletrônico digital, mas que não permitem venda ou fazem qualquer esforço para vender por esse canal. Chegaremos à maturidade quanto uma parcela expressiva das empresas possuir um site e fazer dele uma verdadeira filial online, com gerente, funcionários, operação própria, com um faturamento digno de se chamar por esse nome.

Atingido esse patamar, o desafio será outro: trabalhar os diversos canais e atender um consumidor que poderá visitar sua loja física e comprar no site do concorrente (que não tem loja física, mas sabe trabalhar melhor o canal online). Será preciso lidar com ferramentas de realidade virtual, com compartilhamento social, com novas formas de pagamento. Mas esse é o futuro. Por agora, posso dizer o que eu aprendi com o comércio eletrônico nesses anos.

O primeiro ponto é óbvio e fácil de se afirmar agora. É um movimento sem volta. Se empresas sem site não existem, empresas sem e-commerce estão condenadas ao desaparecimento. O cliente pode até mesmo ir até sua loja física, mas esteja certo que ele antes fará uma visita a seu site para saber quais são os produtos disponíveis e a faixa de preço. Aliás, não sei como existem empresas que ainda não mostram seus preços para o consumidor. Algumas fazem isso de modo disfarçado, em uma tentativa de angariar cadastros para seu banco de dados.

Então, essa integração loja física – loja virtual, se não do ponto de vista operacional, já deveria existir do ponto de vista comercial. O cliente não enxerga o negócio físico separado do negócio virtual. Ele não entende que os custos do ponto são sempre maiores que os custos de operação de uma loja virtual e que a concorrência é diversa. Se ele viu o preço X online, ele quer o preço Y na loja física. Cabe a você resolver esses problemas e não ao cliente.

Outra lição importante (que aprendi cedo, em 2009) é a segmentação. Não entendo a megalomania de alguns futuros empresários que decidem vender de tudo para todo mundo. Pior, sem experiência ou dinheiro. Concentre seus esforços naquilo que você sabe fazer. Procure os clientes que você conhece, sabe como lidar e como atingir. Ofereça os produtos para esses clientes com preços atraentes e uma proposta clara de valor. É melhor ter três negócios segmentados (e como já cansei de falar no blog e nos livros, isso não é coisa de outro mundo), com propostas claras e público-alvo definido que um grande negócio que não se comunica direito com ninguém.

Ter uma plataforma incorreta é outro grande problema para a maioria dos lojistas. Uns porque querem economizar e contratam empresas que não entregam o que prometem. Outros porque, dependendo de agilidade e recursos, contratam plataformas que não podem ser flexibilizadas ou possuem poucas funções. E outros, gastam dinheiro demais com a plataforma cheia de recursos inúteis, quando poderiam concentrar a verba no marketing, vendendo mais.

A escolha da plataforma, aliás, é um caso sério. Diferente do que se prega, não se troca de plataforma como se troca de roupa. A comparação justa é uma mudança de residência. Você não muda de casa todos os anos e sabe que quando tem que mudar, há uma série de coisas a fazer. Concordo que há sempre um risco embutido (você pode comprar uma casa ao lado de um restaurante e não haver percebido que o exaustor da cozinha é ao lado da sua janela), mas é fácil não errar. Basta pesquisar, como você faz quando troca de casa.

Pra concluir, a grande lição é a mesma do empreendedorismo. Se você quer abrir uma loja virtual, não faça isso pra se livrar de um patrão malvado e dominador. Nesses anos atendi uma série de empresas de micro e pequeno porte que infelizmente não existem mais. Algumas foram sugadas pela concorrência, outras por erro de planejamento, outras porque oportunidades melhores surgiram. Se você quer ter uma loja virtual, comece o negócio porque você quer fazer a diferença. Ser especial no mundo das lojas virtuais é o primeiro requisito para a sobrevivência.

O que eu aprendi: Empreendedorismo

O que eu aprendi: Empreendedorismo

Empreendedorismo - imagem: Free Images

Muitos anos atrás (não sou tão velho, mas tive a felicidade de ter meu primeiro grande tombo com 23 anos), eu não tinha a ideia do que era o empreendedorismo. Não que ele ainda não existisse, não que ele não fosse importante, não que não houvesse pessoas que falassem sobre essa estranha missão. Simplesmente, a palavra empreendedorismo não era tão difundida e, por outro lado, eu não tinha muita ideia do que era montar uma empresa e empreender.

Naquela época, ainda que eu tivesse todas as ferramentas pra fazer as coisas do jeito certo, não soube usá-las. Ainda que a oportunidade fosse boa, o mercado não perdoa a inexperiência. Ainda que as cartas estivessem claras na mesa, se você não sabe jogar, será sempre o perdedor.

Por que começo dizendo isso? Porque quinze anos depois, vejo os mesmos erros que eu cometi quando não sabia o que era ser empreendedor sendo cometidos por tantos outros potenciais empreendedores. As mesmas coisas que eu fazia “pensando que abrir uma empresa era fácil e que eu seria bem sucedido” são repetidas por tantas outras pessoas que poderiam ter sucesso e que se arrebentam por acreditar nos mesmos mantras que eu acreditava.

O primeiro grande passo pra quem quer empreender é compreender o que isso significa. Empreendedorismo não é palavra de moda, não é algo que se compra no supermercado para exibir para os vizinhos. Empreendedorismo é a capacidade de trabalhar pra juntar peças isoladas e construir algo que será útil para a sociedade. É largar a vida cômoda de empregado (calma, falo mais daqui a pouco) e assumir uma série de riscos em um ambiente hostil como o mercado brasileiro. É entender que uma série de pessoas dependerá de você e que em último caso, você terá que resolver uma bomba, mesmo que seja às 2 da manhã.

É preciso ter sangue frio para lidar com as mudanças. Se simplesmente mudamos ao sabor dos ventos, não aproveitamos as melhores oportunidades, pois elas se revelam para aqueles que confiaram em seu instinto e se posicionaram no lugar certo, na hora certa.

Empreender é ter a capacidade de largar tudo e investir naquilo que se acredita. Mas não de qualquer jeito. É largar tudo sabendo o que se está fazendo, seguindo um plano, havendo em mãos os recursos que se farão necessários e sabendo onde conseguir aquilo que ainda não está disponível.

É não trabalhar pelo dinheiro! Sim, essa é a mais difícil de todas, pois o dinheiro é a medida de nossa sociedade. Sempre foi, não é uma praga dos dias atuais. Ninguém é louco de dizer que não precisa de dinheiro (e os que dizem estão mentindo!). O ponto é que o verdadeiro empreendedor não faz tudo por dinheiro e não quer o dinheiro todo pra ele. É uma roda em que se os outros ganham dinheiro, o empreendedor também ganha e ganha mais ainda.

Quando se é empregado, é difícil dar-se conta de tudo que acontece nos bastidores. Normalmente, o pensamento é o clichê: “o patrão é malvado e ganha um monte de dinheiro às custas do meu trabalho”. Ou então: “se eu abrir uma empresa, poderei trabalhar quando quiser, como faz o meu patrão e ganharei muito mais dinheiro”. Explicando o que quis dizer ali em cima com a vida cômoda, quero mostrar que como empregado, na maioria das vezes cuidamos apenas da nossa parte, com responsabilidades definidas e riscos muito baixo. Se olharmos para o dono da empresa, ele muitas vezes estará trabalhando nas horas em que os empregados estão se divertindo e está assumindo o risco de ter que botar seu patrimônio na empresa para pagar os salários, mesmo se a empresa estiver indo mal.

Partimos do conceito errado que empregador é vilão e empregado deve ter todos os direitos, é sempre a parte mais fraca. Mesmo assim, com tantos benefícios, vemos uma série de pessoas mal humoradas na segunda-feira de manhã, reclamando de ter de ir trabalhar e pensando que ter a própria empresa é a saída para esse “grande problema”.

Onde quero chegar? Simples, empreender é um estilo de vida. Ele não depende de você ser empregador ou empregado e sim de como você encara o trabalho. Se você não gosta de seu emprego atual, seu problema pode ser o emprego e não o título em seu cartão de visitas. Quando você decidir empreender, tenha a certeza de que compreendeu o que é ser empreendor, que estudou e planejou a mudança, que aplicou esse comportamento em seu trabalho atual, fez com que o empreendedorismo fizesse parte de seu estilo de vida.

Se você fizer isso, começar seu próprio negócio será algo tão natural que você nem perceberá quando o sucesso chegar, pois ele já terá chegado no primeiro dia de trabalho!

O que eu aprendi em 7 anos

O que eu aprendi em 7 anos

Despedida do blog - imagem: Free Images

Sete anos atrás, eu comecei a escrever esse blog. Como já contei, era uma ideia despretensiosa para trazer tráfego para o site da Hydra Studio, minha empresa da época. Como também já contei, as coisas mudaram muito nesses anos. Quase desisti do Magento, quase desisti do e-commerce, quase desisti de escrever. Mas as coincidências da vida não deixaram e hoje ostento (acho que posso usar essa palavra) quase 700 posts publicados, quatro livros (e outros no forno), diversas palestras e treinamentos pelo Brasil e fora dele.

Porém, chegou a hora de encerrar esse blog. De um ano pra cá, sinto dificuldade de encontrar novos temas para falar por aqui e há tempos comecei a me repetir. Os tutoriais publicados ao longo do último ano foram a minha penúltima missão. Agora, termino essa missão publicando uma série de artigos intitulada “O que eu aprendi”.

Quero falar sobre quatro coisas: empreendedorismo, comércio eletrônico, marketing e tecnologia da informação. São as quatro áreas com as quais trabalhei nesses últimos anos e acho válido deixar uma espécie de testamento que possa ser útil para os novos empreendedores, especialmente nos momentos em que as coisas parecem muito complicadas.

Isso não quer dizer que minha carreira esteja acabando. Estou só fechando algumas portas para que novas possam ser abertas. Como disse, tenho outros livros no forno, a serem finalizados e publicados. Farei uma pausa na minha escrita semanal, mas sei que não vai demorar para que eu monte um novo projeto e volte a escrever! A área? Não sei, o tempo dirá!

Bom, mas o blog ainda não acabou. Temos mais quatro semanas juntos, vamos aproveitar!