Pirataria - imagem: tecnologia-e-cinema.comNa semana passada estive envolvido em uma discussão um pouco ácida na lista do Google Groups sobre Magento (basta buscar por magentobr). O pivô foi a publicação de um link para um PDF com a versão em inglês do “Definitive Guide to Magento”, que já comentei aqui e também foi assunto de dois posts antes desse.

Já percebi que esse tipo de discussão não leva a lugar nenhum e sempre evito. Muitos alunos meus têm essa prática como “legal” e eu mesmo quando bem mais novo não achava errado copiar softwares, pois a sensação era de que as “grandes empresas já ganhavam bastante e eram gananciosas”. Entretanto, acho válido uma reflexão, já que esse tipo de atitude não parece mais ter fim e atinge a todos.

Não há livros sobre Magento. Ponto! A meia dúzia disponível está em inglês – com preços na casa de 40 dólares mais frete – e só agora sai uma tradução em português, por quase R$ 80,00. Ponto novamente! Se for feita uma busca por esses livros, todos eles têm suas versões em PDF, disponibilizadas gratuitamente em algum site da internet. Aí o rabo começa a morder o cachorro. Se não se vende livros ou mesmo e-books, os autores não têm incentivo para escrever livros, pois sabem que seu trabalho será distribuído de graça pelos “amigos do alheio”. Sem boas referências, que passem por filtros de qualidade, revisão e avaliação, proliferam blogs e cursos online ou em vídeos de qualidade duvidosa.

E a roda segue. Sem incentivo à produção de conteúdo, não teremos profissionais de qualidade e o mercado não se desenvolve. Além disso, as pessoas cada vez mais acham que o trabalho dos outros é social e público, logo todo o conhecimento deve ser distribuído de graça. Tempos atrás li “O culto do amador”, de Andrew Kenn, que fala sobre esse dilema. Vale a reflexão.

Pirataria
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