Mais tempo, mais dinheiro - imagem: divulgaçãoGosto bastante dos trabalhos do Gustavo Cerbasi. Há algum tempo o livro “Mais tempo, mais dinheiro” estava na minha lista de “livros para ler”, mas sempre perdia a vaga para um livro técnico ou alguma biografia ou outro livro “menos formal”. Em uma das minhas idas a São Paulo, entrei numa livraria e dei de cara com o livro (e confesso, com mais três livros que estava querendo). Não tive como evitar e ele hoje está na minha estante.

Gestão do tempo é um assunto que me interessa bastante. Desde que me formei, sempre trabalhei por conta própria, o que significa que eu faço os meus horários e não tenho chefe para regular o meu serviço. A questão é que pelo outro lado, se eu não trabalho, não há receita, sem receita sem dinheiro. Quando se trabalha por conta, em home office, sozinho, a chance de se distrair e de não atenção às coisas devidas é muito grande. Se você não tem auto-controle e disciplina suficiente para organizar o seu tempo e as suas tarefas, a chance de que sua produtividade despenque é enorme.

Eu uso algumas ferramentas para gerenciar as minhas tarefas e o meu tempo, mas nesse post quero focar nos conceitos que o livro passa. Os autores são especialistas em suas áreas – Gustavo Cerbasi, em finanças, e Christian Barbosa, em gestão do tempo – e mostram como as duas áreas precisam estar bem resolvidas e integradas. De um modo bem simplista, não adianta ter tempo e não ter dinheiro ou ter dinheiro e não ter tempo, é preciso um equilíbrio entre as coisas.

Para isso, há uma série de técnicas e é interessante realmente comprovar que nossas escolhas é que determinam os nossos resultados, tanto na gestão do tempo, como na gestão do dinheiro. Coisas simples, como uma planilha de gastos ou trabalhar com o programa de e-mail fechado, podem levar a resultados completamente diferentes no final do processo; elencar prioridades e colocar primeiro aquilo que pode trazer melhores resultados faz com que nosso tempo renda muito mais. Isso não quer dizer que simplesmente vamos passar a fazer apenas aquilo que traz melhores resultados porque é preciso equilíbrio no conjunto e dentro dele há tarefas que não nos trarão resultados práticos (nem mesmo no longo prazo), mas por questões sociais precisam ser feitas.

Outro tema que vale uma abordagem são os ciclos. Os autores listam três diferentes ciclos: o da frustração, o da sobrevivência e o da prosperidade. No primeiro ciclo, as atividades se acumulam, as contas não fecham, a felicidade passa longe das pessoas. Se nada for feito, a situação apenas piorará e rapidamente. Já na sobrevivência (que acho que a maioria das pessoas se encontra), a vida será sempre igual, com as mesmas queixas e as mesmas reclamações. Talvez esse seja o ciclo mais problemático pois pode se arrastar por toda uma vida.

Já aqueles que estão no ciclo da prosperidade, ganham toda a força da masssa que foi construída, seja financeira, seja na carreira, seja nas atitudes. Essas pessoas estão sempre caminhando para cima pois sabem que é necessário organizar-se e trabalhar de forma ordenada para atingir seus objetivos. Mais do que isso, elas priorizam o que é importante, muitas vezes deixando de fazer quaisquer tarefas irrelevantes, que não agregarão nada de útil, mas que são feitas apenas porque algum dia alguém disse que era importante. Em uma analogia grosseira, pode-se comparar o ciclo da prosperidade com a “fuga da corrida dos ratos”, pregada pro Kyosaki, em “Pai rico, pai pobre”.

Acho que a melhor parte, no entanto, está no final do livro e vem resumida em uma frase: “Seus valores e os motivos que o levam a construir uma vida melhor são algo mais importante do que um carro quando seu filho entrar na faculdade ou uma casa quando ele se casar, ou uma herança quando você o deixar para sempre”. Dispensa explicações!

Mais tempo, mais dinheiro
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