Carnaval - imagem: CorbisPassou o Carnaval e segundo a tradição brasileira, agora é que começa o ano de verdade. Será mesmo? Para quem essa afirmação é válida? Se pegarmos milhares de empreendedores brasileiros, o ano não acaba ou começa, mas a batalha diária para crescer, produzir e vender mais é um ciclo contínuo, apenas marcado por meses ao longo do ano. Se antes já era difícil se desligar do negócio, agora é praticamente impossível, com o escritório indo atrás de você, em seu bolso dentro de uma pecinha chamada smartphone.

Mas vamos admitir que sim, agora que passou o Carnaval, o verão se encaminha para o seu final, as aulas recomeçam pra valer, a economia volta a aquecer e as pessoas arregaçam as mangas para trabalhar. Como nós, empreendedores, devemos nos comportar agora?

Como já falei algumas vezes aqui no blog, o ano de 2014 foi complicado – quando o Carnaval acabou, as pessoas começaram a viver a expectativa da Copa e do caos que se abateria sobre o Brasil. Praticamente a partir de abril, o ambiente de negócios entrou em compasso de espera, com redução do volume de investimentos.

Veio a Copa e, graças a Deus, com ela não veio o caos (descontando a goleada da Alemanha sobre a seleção brasileira, a Copa correu de maneira tranquila). Passou a Copa, quando achávamos que o país retomaria o ritmo e faria um segundo semestre melhor, veio a campanha eleitoral e novamente tudo entrou em compasso de espera.

Passaram as eleições, a presidente foi reeleita e pouco a pouco começou a anunciar seu pacote de bondades (é uma ironia, obviamente), que havia adiado mês após mês, para controlar os problemas da economia. E o ano terminou com uma indecisão sobre o que esperar de 2015. As vendas de Natal foram ruins para a maioria das lojas virtuais e as expectativas despencaram, junto com o clima econômico.

O ponto aqui não é esse, não é a economia. O ponto é: chegamos ao Carnaval e você ainda está em 2014? Ainda está esperando as coisas acontecerem para tomar suas decisões? Você se diz empreendedor mas é passageiro desse ônibus chamado Brasil?

Nosso país não é rico! Quem diz que o Brasil é rico e próspero infelizmente está mal informado ou usa uma base incorreta de comparação. Se fossemos ricos, poderíamos nos dar ao luxo de tirarmos 2 meses de férias por ano, aproveitando o verão e voltando a trabalhar só quando estivéssemos descansados. Porém essa não é a realidade.E se não somos ricos – pior, se temos uma das maiores desigualdades do planeta – é preciso se esforçar mais, trabalhar mais e exigir mais, de nós mesmos e dos outros.

Portanto, voltando do Carnaval, a grande pergunta é: o que vamos fazer para mudar esse ano que “começa”? Novamente vamos acreditar que tudo será como antes? Seremos reféns das expectativas negativas que se abatem sobre o país e vamos acreditar que tudo é assim mesmo e nunca mudará? Ou vamos organizar as coisas e construir um novo conceito para os próximos anos?

Quem já vinha trabalhando desde o dia Primeiro de Janeiro está em vantagem, mas sozinho não pode fazer grandes coisas. Quem estava de férias e agora voltou, reflita sobre o que você pode fazer pra que o Brasil cresça e seja um país melhor. Se conseguiremos isso? A resposta será dada pelos nossos netos.

 

Agora vai começar o ano?
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